Segundo a Revista Forbes, foi realizada pesquisa com sete mil executivos, em que questionava aos mesmos:
“Quais são os fatores de retenção de talentos?”.
As respostas, acompanhadas de respectivo percentual de adesão dos participantes, foram as seguintes:
1) Autonomia e a liberdade para executar o trabalho (95,1%).
Então eu não estava errado. E você, leitor, também não está! Todos nós temos que trabalhar segundo regras, é claro, mas elas podem ser questionadas, desafiadas, propostas para serem transformadas, aperfeiçoadas, simplificadas! E mais, não existe nada mais gratificante que saber para onde devemos ir e construirmos nosso caminho. A autonomia e a liberdade oxigenam o processo criativo e talvez esse não seja o desejo de muitas corporações.
2) A importância e o desafio das missões delegadas (94,9%).
Atente para o fato de que delegar missão é totalmente diferente de delegar tarefas! Missões podem originar novas missões e também tarefas, mas jamais, repito, jamais será possível transformar tarefas em missões. Criar missões ou tarefas é a responsabilidade nº 1 dos líderes. Puxa vida, como eu não estava errado, meu caro último líder.
3) A ética na empresa (94%).
Tenho visto muitas empresas com discurso politicamente correto, visão, missão, valores muito bem escritos, porém sem a menor congruência de ações. Ética não é o que se deve fazer e sim o que se faz, de fato! E o talento, quando munido de certa ética, passa a discordar da “atmosfera”, até por princípios e, na primeira oportunidade, deixa a corporação.
4) A qualidade dos gerentes e dirigentes (92,3%).
Conheça o perfil de seu líder e projete o que ele é capaz de fazer. Ele está preparado para o que faz? Aceita colaboração construtiva para seu aperfeiçoamento? Espero que sim!
5) Perspectiva de evolução de carreira (91%).
Ser “carreirista” é uma virtude, desde que essa construção não aconteça a qualquer custo. Sim, existe muita gente capaz de tudo para crescer, principalmente os que destruíram promissoras carreiras de colegas, atropelando-os. Alguns se deram bem; a maioria “bateu na curva seguinte”.
6) O ambiente de trabalho (89%).
Falo do ambiente físico e do clima. A palavra da vez é comportamento! Não estão errados o que reclamam em trabalhar entre um rio poluído, uma favela, uma usina de queima de lixo, em um prédio sucateado, esse clima não motiva ninguém, mas o comportamento das pessoas é essencial para que o clima organizacional continue harmonioso.
7) Salário (79,2%).
Interessante como o tópico só aparece na sétima posição! Aumentar salários resolve a questão de retenção de talentos por, no máximo, seis meses. Eu garanto!
Ah, e o pacote de benefícios? Aparece na décima primeira posição com 52,9%. Então, os anúncios de busca de talentos, as negociações de contratação, enfim, tudo está errado? Em muitos casos sim!
E todos os fatores relacionados acima, representam novidade? Não, não são. Sabemos disso, e por que não fazemos? Porque dá trabalho e é necessário que se mude muita coisa na cultura da empresa. Tem um monte de resistências para que a mudança aconteça.
O talento quer ser significativo, conviver com pessoas que inspirem respeito e confiança, em um ambiente ético e íntegro para poder realizar seu potencial.